segunda-feira, 12 de maio de 2014

de caloira a caloira pastrana

Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que cheguei à Faculdade e avistei logo um grupo de raparigas todas em fila. Fui para uma das filas e a partir daí tudo começou. 
Agora que esta etapa chegou ao fim orgulho-me de me ter rido por diversas vezes durante a praxe e nunca ter sido apanhada ao ponto de ter de fazer o Ri-me fodi-me , ainda me rio ao relembrar momentos como o jogo da moeda, a dança sensual que tive de fazer para um manequim, a corrida de atacadores das sapatilhas amarrados aos de um colega meu, o Tetris humano, o desafio das canções em que fui a única a cantar a música da Dona Maroca porque mais ninguém conhecia além de um doutor, as vezes em que tive de comer só com uma faca [e sim, preferia mil vezes a faca do que a colher, acho que já sou uma especialista no assunto e como super normalmente] e tantos outros momentos que ficarão para sempre na memória. 
Também fui rebelde e faltei a algumas praxes quando não me apeteceu por alguma razão ou tinha algum impedimento e fiquei de quatro num chão de pedrinhas miudinhas pequenas, mas faria tudo outra vez. 
Não me arrependo de ter entrado para a Praxe e, no dia da Serenata o meu pensamento era "Se a Praxe é uma coisa má, então Praxe não é o que tivemos até agora. Praxe é usar estes sapatos!". 
Ontem, no Cortejo passei de Caloira a Caloira Pastrana. Foi uma tarde espetacular. 
Adorei ver os carros com as suas mensagens para a sociedade, procurar pessoas conhecidas no meio da multidão, até do banho de cerveja que foi algo repentino e estranho mas que depois soube bem. Ficará sem dúvida na memória. 
Visto o traje com orgulho porque sei que o mereço e agora poderei usar também a pasta que terá ainda mais significado quando receber os respetivos selos das minhas Queimas das Fitas.



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Faz barulho *